"Eu gosto dos venenos mais lentos, dos cafés mais amargos, dos doces mais azedos, das bebidas mais fortes, das músicas mais estranhas, das frutas mais verdes, das ironias mais finas, das conversas mais lúdicas, das dores mais amenas, e tenho apetites vorazes por saudades profundas, por causas perdidas, por distâncias inalcançáveis, eu sonho os delírios mais soltos, os sonhos mais loucos que há. E sinto uns desejos vulgares, navegar por uns mares de lá. Você pode me empurrar pro precipício, não me importo com isso... EU ADORO VOAR…"
Clarice Lispector
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
A contemporaneidade é Barroca?

... agora...
literatura " BEAT"
música gótica
revendo filmes clássicos ( M - O Vampiro de Düsseldorf /o próximo da lista)
estudando Nietzsche
literatura " BEAT"
música gótica
revendo filmes clássicos ( M - O Vampiro de Düsseldorf /o próximo da lista)
estudando Nietzsche
arte Cindy Sherman
e sim, a contemporaneidade é Barroca ...
Um poema de amor - do " velho safado Bukowski”
Todas as mulheres, todos os beijos delas, as formas variadas como amam e falam e carecem.
Suas orelhas, elas todas têm orelhas e gargantas e vestidos e sapatos e automóveis e ex-maridos, principalmente as mulheres são, muito quentes elas me lembram a torrada amanteigada com a manteiga derretida nela. Há uma aparência no olho: elas foram tomadas, foram enganadas. Não sei mesmo o que fazer por elas. Sou um bom cozinheiro, um bom ouvinte, mas nunca aprendi a dançar — eu estava ocupado com coisas maiores.mas gostei das camas variadas, lá delas fumar um cigarro olhando pro teto. Não fui nocivo nem desonesto. Só um prendiz.
Sei que todas têm pés e cruzam descalças pelo assoalho; enquanto observo suas tímidas bundas na penumbra. Sei que gostam de mim algumas até me amam, mas eu amo só umas poucas.
Algumas me dão laranjas e pílulas de vitaminas; outras falam mansamente da infância e pais e paisagens; algumas são quase malucas, mas nenhuma delas é desprovida de sentido; algumas amam bem, outras nem tanto; as melhores no sexo nem sempre são as melhores em outras coisas; todas têm limites como eu tenho limites e nos aprendemos rapidamente.
Todas as mulheres, todas as mulheres, todos os quartos de dormir, os tapetes, as fotos as
cortinas, tudo mais ou menos como uma igreja, só raramente se ouve uma risada.
Essas orelhas, esses braços, esses cotovelos, esses olhos, olhando, o afeto e a carência me sustentaram, me sustentaram.
e sim, a contemporaneidade é Barroca ...
Um poema de amor - do " velho safado Bukowski”
Todas as mulheres, todos os beijos delas, as formas variadas como amam e falam e carecem.
Suas orelhas, elas todas têm orelhas e gargantas e vestidos e sapatos e automóveis e ex-maridos, principalmente as mulheres são, muito quentes elas me lembram a torrada amanteigada com a manteiga derretida nela. Há uma aparência no olho: elas foram tomadas, foram enganadas. Não sei mesmo o que fazer por elas. Sou um bom cozinheiro, um bom ouvinte, mas nunca aprendi a dançar — eu estava ocupado com coisas maiores.mas gostei das camas variadas, lá delas fumar um cigarro olhando pro teto. Não fui nocivo nem desonesto. Só um prendiz.
Sei que todas têm pés e cruzam descalças pelo assoalho; enquanto observo suas tímidas bundas na penumbra. Sei que gostam de mim algumas até me amam, mas eu amo só umas poucas.
Algumas me dão laranjas e pílulas de vitaminas; outras falam mansamente da infância e pais e paisagens; algumas são quase malucas, mas nenhuma delas é desprovida de sentido; algumas amam bem, outras nem tanto; as melhores no sexo nem sempre são as melhores em outras coisas; todas têm limites como eu tenho limites e nos aprendemos rapidamente.
Todas as mulheres, todas as mulheres, todos os quartos de dormir, os tapetes, as fotos as
cortinas, tudo mais ou menos como uma igreja, só raramente se ouve uma risada.
Essas orelhas, esses braços, esses cotovelos, esses olhos, olhando, o afeto e a carência me sustentaram, me sustentaram.
* foto Cindy Sherman
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
"você pode não acreditar nisto mas há as pessoas que passam pela vida com muito pouca fricção de angústia. Eles se vestem bem, dormem bem. Eles estão contentes com a família deles, com a vida. Eles são imperturbáveis e freqüentemente se sentem muito bem, e quando eles morrem é uma morte fácil, normalmente durante o sono. Você pode não acreditar nisto, mas tais pessoas existem, mas eu não sou nenhum deles.Oh não, eu não sou nenhum deles, eu não estou nem mesmo próximo para ser um deles. Mas eles estão lá ...e eu estou aqui."
Bukowski
_______________________________________________
* entrei numa fase "BEAT"...
Kerouac é o cara que come a loirinha gatinha do buteco e acorda a toda.
Bukowski é o cara que come a ruiva chapada e acorda todo vomitado.
E você? Come e ....
Bukowski
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* entrei numa fase "BEAT"...
Kerouac é o cara que come a loirinha gatinha do buteco e acorda a toda.
Bukowski é o cara que come a ruiva chapada e acorda todo vomitado.
E você? Come e ....
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Vitor..Vitor...
Vou viajar contigo essa noite
Conhecer a cidade magnífica
Velha cidade supernova
Vagando no teu passo sideral
Quero alcançar a cúpula mais alta
Avistar da torre a via-láctea
Sumir ao negro das colunas
Resplandecer em lâmpadas de gás
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata
Me aceita com a forma de um sorriso
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
...
Quero perder o medo da poesia
Encontrar a métrica e a lágrima
Onde os caminhos se bifurcam
Flanando na miragem de um jardim
Quero sentir o vento das esquinas
Circulando a calma do meu íntimo
Entre a poeira das palavras
Subir na tua voz em espiral
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata
Me aceita com a forma de um sorriso
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
Vou viajar contigo essa noite
Inventar a cidade magnífica
Desesperar que o dia nasça
Levado em teu abraço sideral
...
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo. ______________________________________________
acrílico e óleo sobre tela
letra: Vitor Ramil
* ele me "inspira" como ninguém...
Conhecer a cidade magnífica
Velha cidade supernova
Vagando no teu passo sideral
Quero alcançar a cúpula mais alta
Avistar da torre a via-láctea
Sumir ao negro das colunas
Resplandecer em lâmpadas de gás
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata
Me aceita com a forma de um sorriso
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
...
Quero perder o medo da poesia
Encontrar a métrica e a lágrima
Onde os caminhos se bifurcam
Flanando na miragem de um jardim
Quero sentir o vento das esquinas
Circulando a calma do meu íntimo
Entre a poeira das palavras
Subir na tua voz em espiral
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata
Me aceita com a forma de um sorriso
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
Vou viajar contigo essa noite
Inventar a cidade magnífica
Desesperar que o dia nasça
Levado em teu abraço sideral
...
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo. ______________________________________________
acrílico e óleo sobre tela
letra: Vitor Ramil
* ele me "inspira" como ninguém...
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