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* fragmento da entrevista "O Abecedário de Gilles Deleuze" da série de entrevistas, feita por Claire Parnet nos anos 1988-1989.
neste link tem a entrevista na integra.


emas do conhecimento ou da literatura e não aos sistemas da arte. Melhor falar então de um material extraído de recalques e embates da vida como abandono e ira, desejo e agressão, comunicação e inacessibilidade do Outro. No confronto permanente entre pulsões de morte, angústia, medo e as pulsões da vida, a obra de Louise Bourgeois é uma dolorosa e triunfante afirmação da existência iluminada pela libido. Nessa obra biográfica
e erotizada, transformar materiais em arte é uma conversão física, não no sentido religioso, mas como a conversão da eletricidade em força. Digamos que a obra de Com o propósito de adquirir um melhor entendimento da obra de Louíse Bourgeois, é preciso estar atento aos questionamentos que certamente o seu trabalho, por sua especificidade nos coloca, assim como o espaço, o tempo e o ambiente artístico onde esta produção está inserida. A artista está envolvida em algum desses debates? Quais? Como? Por volta de 1968, inicia se uma radicalização dos artistas em torno de assuntos como a Guerra do Vietnã e a ascensão do movimento do poder Negro e da “Nova Esquerda” (políticas feministas, ecológicas e culturais). Entre essas discussões estava em evidência as críticas feministas que se apropriavam de palavras de ordem como “o pessoal é político” reforçando a idéia de que o aspecto da opressão que a mulher experimentava em sua própria vida tinha de fato uma dimensão política. Louíse Bourgeois fazia parte desse grupo e seu trabalho era reconhecido como uma das grandes representações dessa manifestação. Esses dados geram então outras curiosidades: Como ela faz de seu trabalho uma representação da manifestação feminista? Se estabelecermos um paralelo entre sua produção e a de outras artistas a que respostas chegaremos? Sendo autora de um número tão grande de desenhos, esculturas e instalações, é possível identificarmos uma linearidade em sua poética? Será possível identificar alguma característica capaz de facilitar o nosso entendimento á respeito dos ideais da arte da primeira metade do século em relação ás décadas subseqüentes?Caminhe pela territorialização de imensidões. São assim o corpo, a casa, a cidade e o desejo. Ou a geometria, a família e a insularidade. Obra antiplatônica, não se satisfaz com o mundo das idéias e conjecturas. Deseja ter um corpo. 
A imensa Aranha é trabalho, doação, proteção e previdência. É da potência da teia oferecer-nos acolhida ou enredar-nos como uma presa...

funcional e descartável, ao serem subjetivizados pela posse e pela criatividade do artista, passam a dizer muito mais de seu contexto do que quando ocupavam simplesmente o espaço utilitário de suas funções imediatas. Eles adquirem uma linguagem, convertem-se em metonímias do próprio contexto de que foram tirados. As coleções de Bispo arrancam o objeto de sua própria inércia, dão-lhe um nome, um lugar e uma história. Ao mesmo tempo em que se configuram como registros de um tempo, de uma vida e de um contexto marcados pela pobreza, pela loucura e pela exclusão, elas se transfiguram em metáforas sempre renovadas do mundo, confirmando as palavras de um outro artista, Hélio Oiticica, segundo o qual "o objeto é a descoberta do mundo a cada instante". 
Um dogma é uma crença/doutrina imposta, que não admite contestação, cada um dos pontos fundamentais e indiscutíveis de uma crença religiosa. No campo religioso se alega ser uma verdade divina, revelada e acatada pelos fiéis. O termo DOGMA está ligado à ideologia ou conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso ou político. São afirmações absolutas que não permitem a discussão, ou melhor, um conjunto sitemático de representações (idéias, valores) e de normas ou regras (de conduta), que indicam ou prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir, fazer e como...
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* 1 Parede exterior da sala Cecíla Meireles /Rio

* VVVERDE É VIDA / GENTILEZA MEUS / FILHOS BEM VINDO AO / RIO AMORRR NÃO USEM PRO / BLEMAS NÃO USEM POBREZA / USEM AMORRR DO GENTILEZA / E A NATUREZA DEUS NOSSO / PAI CRIADORR TEM BELEZA / PERFEIÇÃO BONDADE E RI /PRAGA ASSASSINO EO / CAPETALISMO SURDOS CE / GA MATA CONDUZ PARA / O ABISMO TENQUE SSERR / QUEIMADO POR JESSUSS
* GENTILEZA QUE / GERA GENTILEZA / COM AMORRR E PAZ / PARA UM BRASIL E UM / MUNDO MELHOR MEUS / FILHOS NÃO USEM PROBLE- / MAS USAMOS A NATUREZA
* GENTILEZA GERA GENTILEZA AMORRR / MEUS FILHOS NOSSA CABECA NOSSO MESTRE O / MUMDO E UMA ESCOLA ENSINA O LADO POSITIVO E O / NEGATIVO NOSSO BOM PENCAMENTO NOSSO PARAISO / BOA PALAVRA A PORTA DO PARAISO DE DEUS PENSAME / NTO NEGATIVO DE MALDADE E O INFERNO DO DIABO A / MAL PALAVRAS A PORTA DO PURGATORIO DO MESMO / CUIDADO CABECINHAS CUIDADO LINGUINHAS FERINAS / POR JESUS DISSE PROFETA GENTILEZA AMORRR PAZ
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Frases dos murais do Profeta Gentileza.
* José Datrino, chamado Profeta Gentileza, tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba. Escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju e encheu com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a ECO 92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
Ahhh se isso se espalha ...
... mas as pessoas são e estão como bala "Butter Toffees"
... doces e azedas ...
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Agora:
lendo: A Revolução dos Bichos - George Orwell
ouvindo: Django Reinhardt, Gustavo Santaolla, Fiona Apple, Beirut, Morphine, Stravinsky
arte; salve Artur Bispo do Rosário ( breve postarei sobre ele)
... Nietzsche... Deus ainda está morto....



Man Ray (1890-1976) é considerado um dos pioneiros mais importantes da fotografia contemporânea. As suas fotografias abriram novos caminhos, em especial no setor experimental. Juntamente com Lee Miller, desenvolveu o processo de solarização, que usou sobretudo em retratos, mas também em fotografia de nus.





